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MASSACRATION: 09/08/2019 – BAR DA MONTANHA – LIMEIRA/SP [RESENHA]

Uma das bandas mais notáveis do Heavy Metal Mundial (Ao menos em Metal Land) e que sempre lançam clássicos em sequência retornaram para mais um show no tradicional Bar da Montanha para mais uma das suas inclassificáveis apresentações. Estou me referindo sobre a banda paulistana Massacration que descrevo como a banda mais controversa e polêmica do Heavy Metal, cuja canções contém letras engraçadas, vocalizações cheias de agudos e um figurino cuja intenção é tirar sarro dos chamados True Metals como o Manowar, por exemplo.

Este show foi o segundo em que a banda Massacration realizou no Bar da Montanha, sendo que a primeira apresentação ocorreu em dezembro de 2018. Nesta apresentação a banda divulgou o novo single intitulado “Motor Metal” e também outras das várias e hilariantes canções da banda para um ótimo público que compareceu na casa.

Em estúdio, a banda Massacration é composta pelos músicos Bruno Sutter no posto de vocalista como “Detonator”, nas guitarras a formação conta com Marco Antônio Alves “Metal Avenger” e Adriano Pereira “Headmaster”, Franco Fanti “Red Head Hammet” no baixo e Felipe Torres, conhecido como Jimmy “The Hammer” na bateria. Ao vivo, Ricardo Confessori “El Perro Loco” assume o posto de baterista da banda. Franco Fanti “Red Head Hammet” nas apresentações ao vivo assume o posto de guitarrista e Marcos Klein “El Mudo” completa a formação no posto de baixista.

Após credenciamento liberado e dentro do recinto de realização do show da banda Massacration e após conversas com amigos que estavam no local, constato que os fãs estavam ansiosos pela apresentação da banda. Antes da apresentação, o vocalista Bruno Sutter encontrava-se realizando sessão de fotos e atendimentos aos fãs próximo ao stand de merchandise oficial da banda Massacration, neste momento, desejei um ótimo show extraindo um sorriso do cantor.

Antes que os membros do Massacration assumissem seus lugares, uma figura um tanto que inesperada entra em cena e fala com o público, era o glorioso Joselito, que no DVD “Live Metal Espancation” também conversou com a plateia. Ele disse: “Que honra estar de volta em Limeira… meu… demais essa cidade…. dos grandes barões da laranja… cidade de grandes imigrantes italianos e que vieram em navios laranjeiros!!!” – hein… como assim!!! – e desta maneira já garantiu os primeiros sorrisos dos fãs.

Ele informou que está trabalhando há dois anos com o Massacration e tem duas notícias para dar, uma boa e a outra ruim, que segundo ele eram: “A boa é que vai ter show do Massacration e a ruim é que eles vão atrasar quatro horas… é que eles foram numa casa que tem liberação de book rosa… Eu vou ter quatro horinhas para entreter vocês… vai ser bem da hora… fazendo as minhas palestras, meio stand up!!!!. Interagindo bastante com os fãs, surpreendentemente, ele canta uma versão bizarra do hino de Limeira… Enfim… já dava para imaginar que isso não seria adequado para quem esperava um show de Metal com este infame contador de piadas… e outro membro do Massacration chega falando: “o negócio aqui é Rock’n’Roll… é o Massacration… porra” e assim, ele retira ‘gentilmente’ o muito falante Joselito do palco empurrando até o backstage.

Feita a introdução, os solos de guitarras rápidos dominam o Bar da Montanha com a primeiroa música sendo executada, Metal Is The Law, primeira faixa do álbum “Gates Of Metal Fried Chicken Of Death”, lançado em 2005 e onde vemos o cantor Detonator soltar seus agudos e ser fielmente acompanhado pelos fãs, além de agitar bastante, comandou muito bem a plateia. Vestido com uma roupa de couro dourada, Detonator iria saudar a plateia quando observou que o guitarrista Red Head Hammet começou a varrer o palco desesperando o vocalista. Estressado, o guitarrista discute com ele e deixa o palco sendo bastante aplaudido. Ainda assim, Detonator continuou o show, com sua incrível voz toda fina, o vocalista conversou e levou aos risos os presentes dizendo que este show será uma forma de se aprender inglês corretamente, esta conversa serviu para o anúncio da música seguintes que seria tocada, Metal Milk Shake, outra do primeiro álbum, que teve apenas “Headmaster” na guitarra.

E a “aula” de inglês prometida por ele naturalmente foi tão de alto nível que tudo que aprendemos não poderá ser utilizado em nenhum lugar e o mais impressionante é o tanto que banda agradou os presentes, que socavam o ar, davam risadas e curtiam o show até que recebemos a presença de um ilustre convidado, Michael Jackson. Não o original é claro, mas, com direito ao ritmo de uma das músicas dele. Antes da próxima canção ser executada, Detonator reclamou do cheiro da roupa de “Headmaster” e este lhe falou que não tomava banho há algum tempo, sendo esta a deixa para a cadenciada The Mummy e que mais um convidado especial adentra ao palco: o Egypcio do Tihuana, que divide os vocais com Detonator. Na hora dos solos, Headmaster conduziu muito bem sua guitarra e no decorrer da música algumas rodas estouram pelo Bar da Montanha.

Sempre conversando com o público, Detonator comentou sobre as participações especiais no show do Massacration e no momento em que estava conversando no palco com Headmaster, o vocalista conduziu a “prosa” para a música Cereal Metal.

Após uma outra sequências de tradicionais piadas, chegou a vez de um momento muito dramático desta apresentação em que Detonator soube que enquanto que ele estava em Limeira se apresentando, sua esposa está fazendo uma “festa” com o Kid Bengala em São Paulo, conforme lhe foi contado: “sua mulher está dando para outro lá em São Paulo e era ele mesmo empalando sua mulher”. Triste, o “pobre vocalista” começou a chorar e esbravejou bastante, seu amigo sugere que uma música seja tocada neste duro momento e desta forma ouvimos na sequência os dedilhados na guitarra de “The Bull”, música do álbum “Good Blood Headbangers”, sua execução contou com um grande coro dos fãs presentes provavelmente sentindo a situação complicada do vocalista. Claro, que os demais músicos não se importaram tanto, afinal, desgraça alheia é refresco, e assim dispararam uma versão bastante pesada desta música cuja parte mais engraçada é o refrão em que todos fazeram questão de participar. Incrível é ver a parte final mais lenta com novos “choros” do vocalista Detonator, causando posteriormente mais risos do público.

Ainda abalado com a situação e sabendo que o show deve continuar, Detonator se recompõe e comenta que a próxima música é nova cujo tema faz referência a um dos maiores pilotos da Fórmula 1, o tri-campeão Nelson Piquet, inclusive com direito a um ensaio antes em ele que solta sua voz normal retornando para a voz aguda. E então, “Motor Metal”, que é esta ótima nova composição da banda foi tocada em Limeira garantindo uma participação bem grande da plateia no ensaiado refrão, aliás, a virada de andamento percebida nos solos de guitarras que eles incluíram na música é o seu maior destaque e ao vivo ficou melhor que em estúdio.

Aos gritos de “lindo, tesão, bonito e gostosão”, inclusive de homens, Detonator sorri, faz suas poses hilariantes e “discute com os fãs” provocando mais risos na plateia para começar a contar a incrível história que nos leva para o clássico hit do “Gates Of Metal Fried Chicken Of Death” com a “Let’s Ride To The Metal Land (The Passage Is R$ 1,00)”, que muitos cantaram com eles e atenderam aos chamados dos “Hey… Hey… Hey…” feitos pelo vocalista com direito aquele ritmo de Roberto Carlos na música “Amigo”, seguido da tradicional distribuição de flores.

Toda banda que se preza tem uma música com o seu nome e com os nossos heróis não foi diferente, tanto que após o vocalista perguntar qual é a maior banda do mundo e obter como resposta Massacration, a canção que dá nome para eles foi introduzida para a “catarse coletiva” em um longo e divertido discurso com aquela sua voz fina, que foi interrompida apenas quando ele falou de forma normal para finalmente eclodirem os riffs mais fortes desta robusta criação deles, a Massacration, hit do álbum “Good Blood Headbangers” em que obviamente participamos gritando seu título a cada pedido feito por eles.

O single lançado em 2016 que marcou a reunião do Massacration e que foi muito pedido por muitos dos fãs presentes no Bar da Montanha foi a canção seguinte do set e tal qual as anteriores foram precedidas por discursos engraçados, aliás, nem precisava prestar atenção no que Detonator dizia, só de olhar na cara dele e ouvir sua voz fina já era motivo para rir bastante. Porém, ao ser anunciada “Metal Milf”, o público pulou e agitou bastante a cada nota tocada nas guitarras, afinal, o ritmo desta é contagiante e é difícil não cantar sua letra até culminar no refrão surreal, que é nome de um sucesso do Sérgio Reis que todos nós cantamos com o Massacration.

Falando em clássicos, eles retornam ao primeiro álbum “Gates Of Metal Fried Chicken Of Death” sem pestanejar com a emblemática “Evil Papagali”, que também era muito aguardada por todos tanto que sacudimos os pescoços durante os solos de guitarras e berramos seu refrão “Looooroooo… Loooroo quer biscoito!!!”. Essa mistura de Heavy Metal com letras “fora de série”, quando é bem feita, garante mesmo uma interação com os fãs e foi o que aconteceu nesta noite.

E o show da maior banda de Heavy Metal de todos os tempos em Limeira estava chegando ao seu final com uma nova conversa no palco entre os integrantes que levam para o primeiro hit do Massacration gravado também no primeiro disco, a “Metal Massacre Attack (Aruê Aruô)” tocada com a velocidade que lhe é conferida e para dar números finais ao show com o retorno do temperamental Red Head Hammet no palco, o hino único deles, aquele que faz provavelmente a banda sempre ser lembrada, “Metal Bucetation”, faixa que encerra o primeiro CD da banda.

Entretanto, um show do Massacration jamais estaria completo caso Detonator não tivesse apresentando um por um os músicos da banda para que recebessem os aplausos dos fãs e então, “Metal Bucetation” foi ecoada a plenos pulmões pelo vocalista e acompanhada pelos muitos de seus fãs em uma grande sinergia entre banda e plateia com direito à imensa maioria fazendo o símbolo típico desta música, simbolo este que dispensa uma descrição mais efetiva. Aliás, o coro de “Ôôôôôôôôô” encorpado feito pela público, certamente impactou os músicos no palco. Outro detalhe que não posso deixar de mencionar foi a presença de várias garotas escolhidas pela banda dentre as mulheres da plateia para dançarem durante a música. Ahhh e qualquer semelhança com os norte-americanos do Steel Panther não é mera coincidência, afinal, o Massacration pensou isso primeiro, pois, eles são os maiorais.

Não contente, Detonator ainda conversa mais um pouco ainda com os fãs e pede para que posássemos para aquela foto com a banda na frente e nós ao fundo utilizando seu carisma aos gritos de “Mais um, mais um…”, que não aconteceu encerrando o show após aproximadamente uma hora de vinte minutos. Pois é, amigos e amigas do Rock On Stage e que gostam do que acontece em Metal Land, assistimos um show com toda a categoria que o Massacration demonstra que o Heavy Metal executado pela banda é sempre uma experiência divertida e que vale a pena presenciar. Manowar que se cuide!!!

Músicas:
01 – Metal Is The Law
02 – Metal Milk Shake
03 – The Mummy
04 – Cereal Metal
05 – The Bull
06 – Motor Metal
07 – Let’s Ride To The Metal Land (The Passage Is R$ 1,00)
08 – Massacration
09 – Metal Milf
10 – Evil Pappagali
11 – Metal Massacre Attack (Aruê Aruo)
12 – Metal Bucetation

Resenha e cobertura do evento: Fernando R.R. Júnior – Rock On Stage.

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